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Novas medicações ganham espaço no tratamento do câncer

A revista Journal of Clinical Oncology aponta 54 estudos por seus avanços em tratamento, diagnóstico e prevenção de diferentes tipos de câncer. Compartilhamos, agora, os resultados de dez dessas pesquisas mais importantes.

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Avanço em linfoma

O linfoma acontece quando células do sistema linfático passam a se multiplicar de forma descontrolada. Esse processo pode atingir as células do tipo T (como ocorreu com o ator Reynaldo Gianecchini) e as do tipo B (caso da presidente Dilma Rousseff). A doença possui ainda diversos subtipos, o que a torna bastante complexa. A busca, agora, é atingir de forma certeira alguns marcadores já conhecidos. E o exemplo mais recente ocorreu com a proteína CD30, comum em pacientes com linfoma do tipo Hodgkin e anaplásico de grandes células.
A boa-nova – a droga brentuximabe vedotin potencializou a ação da quimioterapia contra a proteína CD30, reduzindo os tumores em 86% dos pacientes testados. Por esse motivo, a Food and Drug Administration (FDA) – entidade dos Estados Unidos que regulamenta a prescrição de medicamentos – bateu o martelo e autorizou o uso da droga com os testes ainda em fase II. O medicamento também foi o primeiro para linfoma do tipo Hodgkin aprovado pela entidade em 30 anos. Um motivo e tanto para se comemorar.

 

Esperança para tumores cerebraisimage002

O glioblastoma é um tipo de tumor cerebral comum, porém bastante conhecido por sua agressividade. Seu tratamento, que envolve cirurgia e quimioterapia, geralmente não prolonga a vida do paciente para mais de um ano e meio. Mas uma peça importante nesse quebra-cabeça acaba de ser desvendada: os tumores costumam progredir mais rápido em pacientes com uma enzima ativa, chamada O-6-metilguanina DNAmetiltransferase (MGMT). A quimioterapia atinge o DNA do tumor, mas algumas células tumorais conseguem reparar esses danos.

A boa-nova – “A presença do MGMT parece ser um importante fator prognóstico e preditivo de resposta ao tratamento”, completa Carlos Henrique Teixeira, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (SP). A esperança, agora, é que esse marcador aponte novos caminhos para o controle da doença.

 

image003Imunidade X melanoma

2011 foi um ano de conquistas para o câncer de pele. Metade dos casos de melanoma apresenta uma mutação no BRAF, gene ligado ao crescimento celular. “É uma espécie de curto-circuito em uma cadeia de moléculas, como se um grampo fosse colocado no meio de uma antena e um sinal diverso passasse a ser transmitido”, fala o médico Ricardo Caponero, da Clínica de Oncologia Médica(SP).
A boa-nova – estudos mostraram que a droga vemurafenibe inibe a ação desse BRAF, aumentando a sobrevida. Ela deve chegar às farmácias em breve. Outra boa notícia para quem tem melanoma com metástase é a combinação da quimioterapia com o Ipilimumabe, eficaz no fortalecimento das defesas naturais. A imunoterapia, é uma das artilharias na guerra contra o melanoma resistente à maioria das quimioterapias. “É como se o paciente já tivesse um exército e déssemos agora metralhadoras para os seus soldados”, diz o oncologista Artur Katz, do Hospital Sírio-Libanês (SP).

 

fonte:Revista Saúde UOL

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