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Ganho de peso durante o tratamento oncológico.

Os tratamentos oncológicos podem provocar consequências nutricionais, físicas, emocionais e sociais.

Os principais efeitos colaterais são: náuseas, vômitos, anormalidades no paladar, alterações de preferências alimentares, mucosite, estomatite, diarreia e constipação, proporcionando redução da ingestão alimentar e consequentemente depleção do estado nutricional, elevando assim os índices de morbimortalidade. Em contrapartida, o ganho de peso ponderal também pode ser observado em pacientes oncológicos. Em algumas situações, drogas utilizadas no tratamento quimioterápico podem induzir o aumento de apetite, além de retenção hídrica, levando ao ganho de peso corporal. Esse ganho de peso ponderal, resultante de eventos adversos da medicação antineoplásica, principalmente da terapia hormonal, ou de alterações psico comportamentais, modifica o esquema corporal e, muitas vezes, deteriora a autoimagem, agravando a repercussão da doença e de seu tratamento. Outra hipótese relacionada a esse ganho ponderal é o fato de que a informação que se tem é de que o câncer é uma doença que frequentemente leva à desnutrição, por isso
muitos pacientes modificam suas dietas de forma inadequada, forçando uma ingestão calórica que acaba levando a esse ganho ponderal. Sendo assim, o primeiro passo para perder peso, é conversar com um Nutricionista Especializado em Nutrição e Câncer, sobre um plano alimentar individualizado de acordo com suas necessidades, visando também a prevenção da recidiva da doença através de uma alimentação balanceada com nutrientes específicos.
Elaborado por: Francine Dartora, Nutricionista da Equipe do Instituto Kaplan (Fonte: Malzyner A, Caponero R. Consequências nutricionais do tratamento quimioterápico. In: Waitzberg DL. Dieta, Nutrição e Câncer)

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