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Dr. Algemir Lunardi Brunetto, em artigo para a Zero Hora, relata os avanços na cura do câncer infantil

A cada ano, cerca de 500 crianças e adolescentes no Rio Grande do Sul e 10 mil no Brasil desenvolvem câncer. No passado, era uma doença considerada incurável. Hoje, os índices de cura são superiores a 70%, desde que os pacientes sejam tratados em centros especializados. Isso se deve a avanços nos métodos de diagnóstico e tratamento, que beneficiam pacientes com câncer principalmente em países desenvolvidos. No Brasil, entretanto, tratamento em centros médicos de excelência para crianças e adolescentes com câncer só se popularizou nas últimas duas décadas. Nosso Estado tem sido exemplo neste sentido. Fruto do apoio que o Instituto do Câncer Infantil (ICI) tem recebido de órgãos governamentais, iniciativa privada e comunidade em geral, construíram-se projetos e parcerias comprometidas com a causa, podendo oferecer a cada paciente assistência integral e, por consequência, maiores chances de cura.

Neste dia 23 de novembro, acontece o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil. Com o objetivo de mobilizar a sociedade para apoiar a causa, está sendo promovido o Novembro Dourado, que tem como mensagem divulgar a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura da doença. O ICI desenvolve, em parceria com as secretarias da Saúde, empresas, escolas e entidades, ações educativas de modo a tornar conhecido ao maior número de pessoas os sintomas e sinais da doença através de um programa de capacitação de profissionais da saúde para diagnosticarem e encaminharem com rapidez casos suspeitos.
Em diversas cidades do país, prédios e monumentos estarão iluminados pela cor dourada em apoio à data, despertando a população para apoiar a causa. Em Brasília, o Palácio do Planalto; em Salvador, o Elevador Lacerda; e, em Porto Alegre, funcionários de diversas empresas usarão um laço na lapela na cor que simboliza a mobilização.
A sociedade gaúcha foi pioneira no apoio às iniciativas do ICI, tornando-nos hoje “Primeiro Mundo” na assistência a crianças e adolescentes com câncer. Por isso, peço que não deixe de apoiar esta campanha, usando hoje um laço dourado. Tal gesto representa seu apoio a pacientes e suas famílias. Não se trata de um dia de celebração, mas de um ato de solidariedade que transmite energia e força aos pacientes e àqueles comprometidos em aumentar ainda mais as chances de cura de crianças e adolescentes com câncer em nosso Estado.

*Presidente do Instituto do Câncer Infantil e Médico Oncologista Pediátrico

Fonte: Clic RBS – Editoriais de Opinião ZH – 23/11/2013

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