Fique por dentro

Câncer de Colo de Útero: o foco é a prevenção

cancer_colo_uteroO câncer do colo do útero é o terceiro tumor mais freqüente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2011, 5.160 mulheres morreram no país em decorrência da doença e estima-se o surgimento de 15.590 novos casos em 2014. Os principais fatores de risco relacionados são o início precoce de atividade sexual e a multiplicidade de parceiros. É uma doença de desenvolvimento lento, que pode cursar sem sintomas em fases iniciais, mas ao longo de sua evolução podem surgir quadros de sangramento vaginal, corrimento e dor.

O exame preventivo, chamado Papanicolau, constitui a principal estratégia para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. Sua realização periódica permite reduzir a mortalidade por câncer do colo do útero. Mulheres entre 25 e 64 anos, que já tiveram relações sexuais, devem realizar o exame anualmente.

Outro método de prevenção do câncer cervical é a vacinação contra o papilomavírus humano, o HPV. A infecção pelo HPV, tem papel importante no desenvolvimento do câncer do colo do útero e estudos demonstram que o vírus está presente em mais de 90% dos casos. As duas vacinas aprovadas para comercialização no Brasil protegem contra dois ou quatro subtipos do vírus, ambas protegendo contra a infecção pelos subtipos 16 e 18 (considerados de alto risco para o câncer do colo de útero). Desde o dia 10 de março deste ano,  meninas entre 11 e 13 anos começaram a receber a vacina através da rede pública de saúde. Entretanto, é importante enfatizar que as vacinas não protegem contra todos os subtipos do HPV. Sendo assim, o exame preventivo deve continuar a ser feito mesmo em mulheres vacinadas. A vacina está indicada para mulheres entre 9 e 26 anos de idade.

Atualmente 44% dos casos são de lesões precursoras do câncer, ou seja, lesões localizadas. Quando o diagnóstico é realizado precocemente as pacientes têm praticamente 100% de chance de cura. O tipo de tratamento dependerá do estadiamento da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade e desejo de ter filhos. O tratamento para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico.

Dra Raquel Barth Campani
CRM 33053
Oncologista Clínica do Instituto de Oncologia Kaplan

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *